A nota sai inteira no CNPJ da oficina. O serviço foi feito por três pessoas diferentes.
Mecânico, funileiro, pintor, eletricista, instalador. Cada um cobra a sua parte, mas o cliente paga uma conta só, e o imposto incide sobre o total.

O cenário
Oficina raramente executa tudo com equipe própria. O pintor vem de fora, o eletricista atende sob demanda, o martelinho de ouro é terceirizado, o instalador de som e película trabalha por serviço. É um modelo eficiente, e é o padrão do setor.
Mas o cliente não paga cada um separadamente. Ele fecha a conta na oficina, no cartão ou no Pix, e o valor inteiro entra no seu CNPJ. O repasse aos executores sai depois, sem que aquele valor deixe de ser seu faturamento.
A conta
Um serviço de funilaria e pintura de R$ 6.000, com R$ 2.500 de peça e material e R$ 2.000 repassados ao funileiro e ao pintor:
- Faturamento declaradoR$ 6.000
- Repasse ao fornecedor de peçasR$ 2.500
- Repasse ao funileiro e ao pintorR$ 2.000
- Receita real da oficinaR$ 1.500
- A oficina paga imposto sobre os R$ 6.000, quando poderia pagar sobre apenas os R$ 1.500 que ficam no caixa dela
No volume de um mês
Mantida essa proporção, uma oficina que fatura R$ 120.000 por mês paga R$ 50.000 em peças, repassa R$ 40.000 em mão de obra terceirizada e fica com R$ 30.000. São R$ 90.000 por mês entrando na base de cálculo sem nunca terem ficado na oficina. Em uma alíquota efetiva de 10%, isso representa R$ 9.000 de imposto por mês sobre dinheiro que você repassa, e a alíquota real depende do seu regime, então essa é a conta que fazemos com os seus números.
Aqui a distorção é a mais violenta dos seis segmentos, porque a oficina acumula duas camadas de valor que não são receita de serviço próprio: o material e a mão de obra terceirizada.
Por que as saídas comuns não resolvem
- Pedir para o profissional faturar direto ao cliente quebra a experiência e a garantia. Quem responde pelo serviço é a oficina, então a nota precisa sair no seu nome.
- Contratar todo mundo elimina a flexibilidade que faz o modelo funcionar e adiciona encargo fixo a uma operação com demanda irregular.
- Não existe enquadramento setorial. Nenhuma norma permite ao profissional terceirizado emitir nota ao cliente final dentro de um serviço vendido pela oficina.
Com a solução da InovPay
Cada profissional é cadastrado com os próprios dados de recebimento, e o fornecedor de peças também, quando a peça é comprada para aquele serviço em vez de sair do seu estoque. O cliente fecha a conta inteira com você, como sempre fez: maquininha, link de pagamento em até 21 vezes, Pix ou boleto, inclusive quando quem paga é a seguradora. Dentro da plataforma, você define e executa o repasse de cada parte, com registro por ordem de serviço.
A prestação de contas com o terceirizado deixa de ser conversa e passa a ser documento.
O saldo é seu em minutos. O profissional recebe no próximo dia útil.
Assim que o cliente fecha a conta, o valor já aparece disponível na sua conta. A antecipação vem embutida na taxa, sem esperar o prazo do cartão para comprar a peça do próximo serviço. Feita a transferência (split), os profissionais e os fornecedores recebem no próximo dia útil.
Dúvidas
Perguntas frequentes
Como fica a separação entre peça e mão de obra?
Aqui a resposta é diferente da de outros segmentos. Muita oficina não trabalha com estoque próprio: compra a peça para aquele serviço específico e revende direto do fornecedor. Nesse caso a peça também entra no split, e a mesma venda se divide em três destinos: a parte do fornecedor de peças, a parte de cada profissional parceiro, e o que sobra, que é o faturamento real da oficina.
Se a peça saiu do seu estoque, ela é receita sua e fica fora do repasse. A margem que você agrega sobre a peça comprada para o serviço também continua sendo sua. O tratamento contábil dessa separação continua sendo definido com o seu contador.
Funciona em qualquer regime tributário?
O maior ganho aparece no Simples Nacional, porque nesse regime o faturamento inflado pesa duas vezes: empurra a empresa para uma faixa de alíquota maior e consome o limite anual de faturamento. Por isso a solução é indicada primeiro para quem está no Simples. Se a sua empresa está no Lucro Presumido ou no Lucro Real, fale com a gente mesmo assim, porque a análise é feita caso a caso.
E se o cliente parcelar o serviço?
Não muda nada no repasse. Qualquer item da conta pode ser parcelado (peça, mão de obra, serviço terceirizado, comissão de vendedor), e o saldo aparece na sua conta assim que a venda é concluída, sem esperar as parcelas vencerem.
E o serviço pago por seguradora?
Funciona normalmente. A oficina gera o boleto dentro do sistema da InovPay e envia para a seguradora. Ele pode ser pago por código de barras ou por Pix. Quando a seguradora paga, o valor entra no mesmo fluxo de recebível, e o repasse de peça, mão de obra e comissão sai como em qualquer outra venda. A franquia paga pelo segurado na retirada do carro também entra, pela maquininha ou por link de pagamento.
Traga seus números. A gente mostra a conta.
Em uma conversa de 15 minutos dá para estimar quanto do seu faturamento é repassado para parceiros e fornecedores e quanto isso está custando em impostos por mês. Sem compromisso e sem proposta pronta antes de entender sua operação.
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